Casa de Camilo - Museu

A Casa de Camilo – Museu situa-se na freguesia de Seide S. Miguel, em Vila Nova de Famalicão, e foi mandada construir por Pinheiro Alves, um “brasileiro de torna-viagem”, por volta de 1830.
Camilo Castelo Branco viveu nela durante 26 anos com Ana Plácido, e os seus três filhos: Manuel Jorge e Nuno.
A 1 de Junho de 1890, Camilo suicidou-se.
Em 1915, a moradia sofreu um incêndio, sendo reconstruída e aberta ao público em 1922, com a designação de “Museu Camiliano”.
No final da década de 40, procedeu-se ao restauro da casa dando-lhe uma disposição de interiores e ambiente muito semelhantes aos do tempo do escritor.
Foi inaugurada pelo Professor Marcelo Caetano, em 1958, passando a designar-se, desde então, por “Casa-Museu de Camilo”.
Foi distinguida, em 1987, pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), com o prémio de “Melhor Museu Português 2006”.
Considerada a maior memória viva do Romancista, a visita à Casa de Camilo – Museu faz-nos sentir muito de perto o espírito intenso, atribulado, impulsivo e apaixonado do escritor, e constitui sempre um claro convite à leitura ou releitura dos seus textos.

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Panorâmicas
A moradia

“A sua protecção e valorização representa um valor cultural de importância nacional, tem elevado apreço e a sua perda constitui grave dano para o património cultural” foram algumas das razões que justificam que tenha sido constituída, em 1978, como Imóvel de Interesse Público.
Apesar das diversas intervenções de que foi alvo depois do incêndio de 1915, o edifício apresenta-se ao visitante com as características e o ambiente coevos do escritor.

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A acácia

Designada de Acácia do Jorge, apesar de se tratar de uma robínia, esta antiga e frondosa árvore que o visitante pode admirar após franquear portão da Quinta de Seide, foi plantada por Jorge, filho de Camilo e Ana Plácido, no dia em que fez oito anos. Camilo referiu-se por diversas vezes a esta árvore, nomeadamente no poema “Durante a febre”:
Quando a acácia do Jorge ainda outra vez inflore,
Chamai-me, que eu de Abril nas auras voltarei. 

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Casa de Camilo - Centro de Estudos

Projectado pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira, o edifício do Centro de Estudos apresenta um vasto equipamento: auditório com 140 lugares, átrio polivalente, salas de leitura e de exposições temporárias, gabinetes de trabalho e depósitos para os acervos camilianos. Promove uma actividade cultural regular, designadamente concertos, colóquios, palestras, conferências, seminários, visitas guiadas, e uma série de outras iniciativas destinadas a diferentes públicos alvo.
As novas instalações vieram diversificar e ampliar a intervenção cultural, didáctica, pedagógica e científica da Casa de Camilo.

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